sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Paranaíba/MS inaugura Centro de Comercialização de Produtos Artesanais

Por Roberto Chamorro, em Jornal do Povo, editado pelo Concristan

Paranaíba/MS - O prefeito Tita inaugurou na manhã de hoje (16) o Centro de Comercialização de Produtos Artesanais Pedro Martins de Souza. A inauguração do Centro de Comercialização, juntamente com a licitação por outorga no próximo dia 21 deverá colocar fim ao impasse que cerca o local construído na Praça do Carnaíba. São oito Box que serão levados a pregão na modalidade melhor preço e que já está atraindo muitos interessados pelo valor simbólico que foi apresentado no presente edital.

Em discurso para um grupo de secretários, convidados e familiares do homenageado, o prefeito Tita fez um relato da situação atual do município e disse que enfrentou e enfrenta muitas agruras e amarguras, devido à situação atual do país.

A secretária de Cultura do município, Ruth Marcela, neta de Pedro Martins de Souza, ressaltou as qualidades de seu avô homenageado com o nome no centro de comercialização de artesanato. “Um homem que viveu mais de 50 anos para Jesus, pai de família exemplar, probo, íntegro”. Pedro Martins de Souza pertenceu à Congregação Cristã no Brasil e foi listado entre os 12 anciãos mais antigos da Congregação em todo o país.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Sonhava vê-la de noiva, diz noivo de jovem morta em queda de helicóptero

Além da noiva, morreram o seu irmão, Silvano Nascimento, 40, o piloto e uma fotógrafa, que estava grávida de seis meses.


De acordo com os bombeiros, além da noiva, estavam no helicóptero um irmão dela e a fotógrafa do casamento, que estava grávida.

A auxiliar de enfermagem Rosemere do Nascimento, 32, morta no domingo passado (4) na queda de um helicóptero, começou a juntar dinheiro para o casamento antes mesmo de saber quem seria seu noivo. "Seria um conto de fadas. Tudo produzido nos mínimos detalhes", disse o noivo, Udirley Marques Damasceno, ao "Fantástico", da Rede Globo.

A entrada triunfante estava nos planos para o casamento perfeito de Rosemere, que decidiu surpreender a todos chegando de helicóptero no sítio em aconteceria a cerimônia, em São Lourenço da Serra, na região metropolitana de São Paulo. Mas a aeronave acabou caindo no percurso. Além da noiva, morreram o seu irmão, Silvano Nascimento, 40, o piloto e uma fotógrafa, que estava grávida de seis meses.

Udirley ficou sabendo do acidente pelo dono do sítio quando já estava pronto para a cerimônia. Os mais de 300 convidados também estavam no local aguardado Rosemere. "Pra não chorar e mostrar para o povo, saí andando até a praça dos brinquedos das crianças. Fiquei lá, praticamente desmaiando", conta ele. "Meu sonho era vê-la de noiva".

O casal era evangélico e se conheceu na Congregação Cristã, em Taboão da Serra (Grande SP). Foi um ano de paquera, até que eles começaram a trocar mensagens. Pouco depois do começo do namoro, decidiram casar. Gastaram na festa em torno de R$ 40 mil. A chegada de helicóptero estava incluído em um pacote especial. "No dia seguinte, todos vão achar que sou rica", disse Rosemere a uma cunhada que sabia da surpresa.

"Nós queremos apuração. Que a justiça seja feita. Ela ia realizar o sonho dela, o meu, o de todos que estavam aqui", afirma Udirley.

O acidente A aeronave, modelo Robinson 44, voava em direção ao sítio Recanto Beija-Flor, onde haveria a festa. Caiu por volta das 16h de domingo (4), perto da rodovia Régis Bittencourt, que liga São Paulo ao Sul, e a 5 km de onde estava programada a celebração.

No horário do acidente, a região tinha tempo encoberto, com neblina, chuva fraca e baixa visibilidade, segundo os institutos de meteorologia -situação que dificulta voos.

O vigilante Rubens Pires, 36, diz que o helicóptero dava voltas, como se procurasse um local para pousar. "Ele foi e voltou duas vezes. A hélice parece que se desfez e depois ouvimos um barulho do helicóptero caindo no meio das árvores."

A cuidadora Cíntia Camargo Pires, 35, disse que viu a aeronave girando antes de cair. "Estava saindo fumaça. A hélice estava parada, e o helicóptero é que girava."

O helicóptero estava registrado na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) na categoria privada de serviços aéreos e não tinha registro para fretamento, ou seja, para ser usado como táxi aéreo ou comercialmente.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Violinista que tocou ‘Titanic’ já tinha se apresentado para Cabral e Adriana

Pedro Zuazo, jornal Extra / Globo
Em novembro de 2009, quando a cantora Madonna visitou o Morro Dona Marta, o violinista Rodrigo Silva estava na primeira fila da orquestra que se apresentou à estrela pop, acompanhada do então governador, Sérgio Cabral, e sua mulher, Adriana Ancelmo. Mal sabia aquele jovem músico que, sete anos depois, iria se preparar para tocar novamente para a ex-primeira-dama, mas dessa vez por ocasião de sua prisão.

Rodrigo, hoje com 26 anos, e Thyago Ribeiro, de 18, roubaram a cena, na tarde de terça-feira, ao executar no violino o hino nacional e a música do filme “Titanic” em frente ao prédio de Cabral e sua mulher, no Leblon, enquanto a Polícia Federal fazia buscas no local.

Os jovens, que aprenderam a tocar o instrumento em projetos sociais, se conheceram há dois anos, na Orquestra Sinfônica Jovem do Rio, patrocinada pelo estado. Desde então, fazem apresentações pela cidade. Mas foi por acaso que, na terça-feira, protagonizaram um protesto de forma incomum.

A dupla tinha acabado de se apresentar em frente a um supermercado na Barra e seguia para outra apresentação em uma padaria no Leblon. Ao descer do ônibus, eles viram uma aglomeração de pessoas e se aproximaram. Só então descobriram que era uma manifestação em prol da prisão de Adriana Ancelmo.

— Uma moça viu os instrumentos e sugeriu que a gente tocasse. A gente ficou receoso, por causa da polícia, mas as pessoas insistiram e começaram a gritar, em coro: “Toca, toca”. Um olhou para o outro e então resolvemos tocar — conta Rodrigo, que avalia: — Eu fiquei orgulhoso quando toquei para eles, lá atrás. Mas agora é diferente. Se erraram, têm que pagar.

Apesar de a ex-primeira dama não ter sido encontrada no apartamento — ela se entregou mais tarde, no mesmo dia —, a dupla foi ovacionada. Os aplausos foram tão calorosos, que os jovens decidiram passar o chapéu. Eles se divertiram ao ouvir alguém dizer, antes de jogar uma nota: “esse dinheiro aqui é honesto, hein!”. A arrecadação não foi das melhores — cerca de R$ 40 — mas a sensação de desabafo compensou.

— Muitas vezes a justiça falha. Quando funciona, é preciso celebrar. Executar o hino foi uma forma de dizer isso através da arte — diz Thyago Ribeiro.

Sonhadores Rodrigo nasceu no Dona Marta e viveu lá até 2013, quando se mudou para a Vila Cruzeiro, na Penha. Perdeu o pai aos 5 anos e foi criado pela mãe, que trabalhou em casas de família para sustentar sozinha os quatro filhos. Rodrigo chegou a conciliar os estudos com um trabalho em um mercado para engrossar a renda da família.

Teve o primeiro contato com a música aos 16 anos, com o projeto Ação Social pela Música no Brasil, patrocinado pelo governo do estado, que se instalou na comunidade de Botafogo. Pelo bom desempenho, foi selecionado para participar da Orquestra Sinfônica Jovem do Rio, com a qual se apresentou para Madonna, Cabral e Adriana.

O jovem, que largou os estudos no 1º ano do ensino médio para se dedicar à musica, pretende agora voltar às salas de aula.

— Meu grande sonho é viver da música — diz, sem hesitação.

Thyago é nascido e criado em Santa Cruz da Serra, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Filho único de um rodoviário e uma dona de cabeleireiro, ele teve seu primeiro contato com a música aos 7 anos.

— Aos 7 anos, vi uma orquestra na igreja Congregação Cristã no Brasil. Na mesma hora quis participar. Entrei para a orquestra da igreja e fiz o curso básico. Mas queria mais. Queria seguir carreira profissional. Depois de lá, ingressei no curso da Faetec e, em seguida fui para o projeto Som Mais Eu, na Central — conta.

O jovem também teve uma passagem pelo projeto Ação Social pela Música no Brasil, e foi igualmente selecionado para a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio. Lá, conheceu Rodrigo, com quem se uniu para, junto com outros amigos, formar um grupo de violinistas que tocam em eventos da cidade.

Agora, Thyago se prepara para um novo desafio: no sábado ele presta vestibular para Música na UFRJ.

— Estou firme no meu sonho de seguir carreira profissional — diz.


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Jovem de Tatuí é primeiro saxofonista brasileiro em Conservatório na França

Bruno Camargo passou em seleção para conquistar vaga em Lyon. Aos 22 anos, rapaz conta que carreira começou no Conservatório da cidade.
Caio Gomes Silveira, do G1 Itapetininga e Região

Jovem conquistou vaga para estudar em conservatório na França (Foto: Arquivo Pessoal/ Bruno Camargo)

O saxofonista Bruno Camargo, de Tatuí, alcançou o posto, aos 22 anos, de primeiro brasileiro a ser aceito para estudar saxofone clássico no Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Lyon, um dos mais tradicionais da França. Para conquistar a vaga, o jovem conta que passou por avaliações práticas em junho deste ano, e disputou com 16 músicos de diversos países da Europa e da Ásia para sete vagas.

Bruno aprendeu a tocar instrumento na igreja (Foto: Divulgação/ Conservatório de Tatuí)

“A competição para entrar foi grande, igual competição de futebol. Na minha classe somos 15 alunos ao total, pois juntamos com outros 8 alunos que já estavam no Conservatório. Mas sou o único sul-americano. O restante é composto por europeus e asiáticos. Eu também fui aprovado no Conservatório de Grenoble, também na França, mas optei por Lyon por ser um dos principais conservatórios do país, ao lado dos de Versalhes e Paris. Minha família ficou muito orgulhosa quando soube do resultado. Estou muito feliz também”, ressalta Bruno.

O jovem afirma que a paixão por saxofone começou aos 13 anos, quando entrou em contato pela primeira vez com o instrumento em sua igreja. Aos 14 anos, ele ingressou no Conservatório de Tatuí e não parou mais de estudar. “Quando comecei eu fiquei ‘doido’. Treinava todo dia, de segunda a segunda e três horas por dia. No primeiro ano continuei assim, mas por um período eu dei uma relaxada e diminui a intensidade. Mas graças ao que aprendi na igreja consegui pular um ano no Conservatório de Tatuí. Não só eu, mas muitos e muitos alunos de música saíram das igrejas. Sai muito músico bom delas”, diz.

No ensino médio, Bruno afirma que voltou a estudar saxofone intensivamente, tendo até alguns problemas na escola. “Na escola não fui 100%. Fui um aluno mediano. Em contrapartida, cheguei a praticar saxofone cinco horas por dia. Nesse período até fiquei meio estressado, mas valeu a pena. Sou muito grato a todos os meus professores do Conservatório de Tatuí por me ajudar a realizar esse sonho de estar na França”, diz.

Além de formado pelo Conservatório de Tatuí em saxofone erudito, ele também é licenciado em música pela Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), foi integrante da Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí e da Banda Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo, além de ter sido vencedor em uma audição para a turnê da Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo pelos Estados Unidos e um dos vencedores da audição realizada no Festival Internacional de Música realizado pela Universidade Federal de Santa Maria para intercâmbio na Universidade da Georgia (EUA). “Não penso mais em fazer outra coisa além da música. Desde que saí da escola vi que era isso mesmo o que queria. Estou ‘mergulhado’ na música, não tem mais volta. Estou focado nas apresentações de música erudita, por enquanto só concertos assim”, diz.

Jovem estuda com alunos europeus e asiáticos (Foto: Arquivo Pessoal/ Bruno Camargo)

Novos aprendizados O jovem iniciou as aulas em Lyon em julho e, apesar de gostar da cidade, não se vê fazendo carreira na Europa. “Sinto que meu dever é voltar ao Brasil, contribuir e tentar ajudar com o estudo do saxofone no Brasil. Isso porque no país o estudo do saxofone não é tão desenvolvido como aqui na Europa ou até mesmo comparado com os instrumentos de corda”, revela.

Em entrevista ao G1, o professor do jovem no Conservatório de Lyon, Jean-Denis Michat, afirmou que ele é o quarto sul-americano a estudar saxofone no local. Antes dele passaram apenas dois colombianos e um argentino. Apesar do pouco tempo de convivência, Michat ressalta a aplicabilidade do aluno.

“Ele é muito sério e quer aprender com intensidade. Tentarei ajudá-lo a pegar a técnica francesa tomando o cuidado para que ele não perca sua identidade brasileira. Definitivamente o objetivo é unir o melhor desses dois mundos.”

Rotina O curso em Lyon tem duração de dois anos e é isento de mensalidade. Além das aulas, os alunos têm a chance de se apresentar em concertos pela Europa. “Minha primeira apresentação com o grupo será na Rússia em fevereiro do ano que vem”, afirma o jovem.

Segundo Bruno, a vida na França está sendo paga, por enquanto, pelos pais e ele está morando no apartamento de um casal que pertence a mesma igreja que a dele, a Congregação Cristã no Brasil. Com uma rotina de aulas e treinos, o música conta que mal pôde passear por Lyon.

“Além do período de aula o professor pede para que a gente treine seis horas por dia individualmente. Mas pelo que pude ver é uma excelente cidade, muito bonita e mais ou menos do tamanho de Sorocaba (SP), que tem 600 mil habitantes”, completa.

Além de estudar a prática e teoria do instrumento, o jovem também está aprendendo francês e inglês. Segundo ele, só tinha o básico das duas línguas antes de ir para o Conservatório. “Está uma loucura. Minha cabeça está cheia de coisas (risos). Além de todas as aulas, tem a saudade da família e a adaptação a um país diferente. Contudo, apesar do cansaço, é uma coisa boa para minha vida”, comenta.

Jovem sonha em contribuir para o estudo do instrumento (Foto: Divulgação/ Conservatório de Tatuí)

sábado, 10 de setembro de 2016

Congregação Cristã na Síria

Sra. Hadya Abbas, presidente da Câmara dos Deputados federais da República Árabe da Síria, recebe uma delegação da igreja Congregação Cristã no Salão de Honra do Conselho.

A delegação do Brasil consistia o ancião Albari de Paula Quadros, o cooperador Tito Campos de Paula (desembargador) e os diáconos Nicanor Pedro da Costa e Joel Marque Barbosa, e da Síria o cooperador Gergi Fouad Krouchane e o Juiz Assessor da Presidência da República, Sr. Rabih Zaher El Din, e seus companheiros.

O objetivo da visita foi a definição da igreja Congregação Cristã.

A delegação afirmou que a Síria está em seu coração, agradecendo à Presidente pela recepção calorosa.

A Sra. Presidente Hadya Abbas saudou a delegação convidada calorosamente, e complementou dizendo que eles estão entre sua família e seu povo, e que a Síria será sua segunda pátria, e explicou a realidade da situação na Síria e que as coisas agora estão indo bem, e pediu à delegação para explicar isso para o povo brasileiro, e pediu à delegação para elevar as orações em todas as igrejas pela paz na Síria.





domingo, 5 de junho de 2016

A IMPLANTAÇÃO DA CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL E SEUS PERCALÇOS INICIAIS, SEGUNDO RELATO (EM TESTEMUNHO) DE RIZZIERI F. LAVANDER, ANCIÃO.

01 de junho de 1982

1. Meus pais foram batizados em 13 de maio de 1913.
[Dia 13 de maio era feriado no Brasil em comemoração à libertação dos escravos.]

2. Minha mãe era uma mulher sofredora. Ela tinha um câncer na sua garganta, condenada à morte, podia passar só a leite. Disse o médico: "O dia que fechar mais um pouco, a senhora morre sufocada."

3. Meu pai era um sanfoneiro que gostava de música, era músico de banda e sanfoneiro. Vivia sempre em bailes e festas. O que ganhava, gastava tudo, um homem perdido na praça.

4. Deus teve misericórdia e chamou os dois. No dia do batismo minha mãe deixou aquela enfermidade na água.

5. Meu pai deixou o vicio de fumar. Além de fumar, ele mascava e tomava rapé. No dia do batismo ele foi com o bolso cheio de charutos e não fumou nenhum, jogou tudo fora porque era tudo amargo. Deus colocou um enjoo nele. Ele blasfemava muito o nome de Deus, mas depois do batismo Deus lhe deu a promessa do Espírito Santo.

6. Minha mãe estava numa pequena congregação e ali o Senhor também a batizou com a promessa do Espírito Santo, pela graça de Deus.

7. Houve outro batismo em 14 de julho de 1913 e eu fui batizado, tinha doze anos e quatro meses.

8. Pela graça de Deus, Ele me tem ajudado em todos esses anos, Ele me tem dado a graça de poder servi-Lo.

9. Em 1936 o Senhor me colocou como encarregado da reunião para jovens e menores
[Naquele tempo não se chamava cooperador, mas sim encarregado].

10. A primeira reunião para jovens e menores que houve no Brasil ocorreu no bairro do Bom Retiro, no dia 18 de outubro de 1936 e o Senhor abençoou.

11. Depois teve a necessidade do ministério de anciães e Deus me colocou neste ministério.

12. Em 1942 o Senhor me preparou uma viagem para o estado da Bahia. Desde este dia não parei mais de viajar. Houve ano de fazer 3 viagens para o nordeste do país e Deus foi comigo. Deus me tem ajudado até este dia.

13. Quando o Senhor me mandou para o nordeste, eu não era patrão, era empregado. Também não olhei a família. Minha esposa chorava e eu disse: "O Senhor que vai cuidar de mim, vai cuidar de você e dos nossos filhos." Pela graça de Deus, o Senhor nos ajudou.

14. Dou graças a Deus que passei todos esses anos na casa de Deus. Quando meus patrões onde eu trabalhava intentaram me impedir de trabalhar na Obra de Deus, eu pedi demissão.

15. Eu tinha trabalhado quase 30 anos naquele trabalho e os patrões me perguntaram: "O senhor vai embora, mesmo?"

16. Eu respondi: "Claro, os senhores querem me impedir de servir a Deus."

17. Ele perguntaram novamente: "Como você vai fazer, saindo?"

18. Eu disse para eles: "Patrões eu tenho muitos, saindo daqui tenho outros patrões, mas Deus eu tenho um só, eu preciso obedecer a Deus."

19. Pela graça de Deus, o Senhor preparou uma maleta para eu trabalhar por conta. Nunca faltou o pão material para minha família e nem para mim, o Senhor nos abençoou.

20. O Senhor foi sempre comigo, o Senhor sempre me guardou e protegeu. Hoje para viajar, leva-se um companheiro. Mas eu viajava sozinho para o sertão da Bahia, o sertão de Minas Gerais. O Senhor foi comigo.

21. Quando o Senhor chamou a minha família, a Obra de Deus era pequenina.

22. A Obra de Deus iniciou no ano de 1910. O Senhor começou a operar no bairro do Bom Retiro, onde era minha comum congregação. O local do culto era no fundo de um cortiço. A nossa congregação era uma cozinha. De dia a irmã cozinhava e de noite nós congregávamos. Era um cômodo de 3 X 4 metros. Nossa bancada era uma tábua de andaime com três latas de querosene encima para sentar.

23. Em 1913 nós éramos um grupo pequeno e houve uma divisão. Esta divisão ocorreu porque o primeiro ancião queria receber dinheiro. Na Obra de Deus não tem nada de dinheiro, precisa ter boa vontade de servir a Deus.

24. Depois da divisão, o irmão Francescon colocou tudo de acordo outra vez.

25. Houve um irmão que disse que o Senhor viria buscar sua igreja e mandou todos se prepararem. Eu era menino novo. Todos se prepararam para ir com o Senhor. Todos vestiram terno novo, vestido novo, sapato novo, porque diziam: "Agora nós vamos para o céu."

26. Na hora do almoço um irmã disse: "Fiquem quietas, meninas, fiquem quietinhas, pois logo vamos comer com Jesus."

27. Este irmão fez isto duas vezes, depois o Senhor o tirou do nosso meio. Ele foi para uma igreja evangélica onde ganhava salário para pregar.

28. O Senhor foi aquele que nos levou avante, começou a prosperar e chamou outros irmãos.

29. Começou a Obra de Deus no bairro da Lapa. Na Lapa tinha um irmão chamado Italiano Piro que tinha o dom de evangelizar. Ele parava para conversar com uma pessoa na rua, dava o testemunho e o Senhor chamava aquela alma para esta graça.

30. A Obra de Deus começou simultaneamente no bairro da Terceira Parada. Neste bairro o irmão Italiano Piro deu o testemunho para uma prima dele.

31. Sua prima creu no Senhor. Ela tinha dois filhos, mas o marido e os filhos não creram. Na sua casa tinha uma sala muito boa e ela ofereceu para fazer o culto ali.

32. Numa noite de carnaval, os filhos desta prima puseram uma máscara na cara de um cachorro, amarraram umas latas na calda do cachorro e tocaram o cachorro para dentro da sala de oração no momento da oração. Ninguém se incomodou e o Senhor visitou todos irmãos.

33. A família tinha uma cocheira no fundo do quintal da casa onde eles moravam, pois eram carroceiros. Mais tarde eles pegaram uma pá de estrume de cavalo e quando nós estávamos em oração, jogaram nas cabeças das irmãs. Ninguém se incomodou, mas Deus tomou conta.

34. Naquela mesma noite, eles se divertiram, riram por causa do que fizeram. Um dos filhos foi para o banheiro e quando ele fechou a porta, uma mão invisível o pegou pelos cabelos e levantou três vezes do chão.

35. Quando ele sentiu aquela mão, ele deu um grito: "Mãe, mãe, mãe..." Correram todos lá e perguntaram o que aconteceu. Ele disse: "Uma mão me pegou pelos cabelos e me levantou três vezes do chão."

36. Ela disse para ele: "Meu filho, você brinca com a Obra de Deus e Deus não quer que se faça isto." De madrugada aquele moço morreu.

37. Passado uns dias, o outro filho subiu numa goiabeira que tinha no quintal para apanhar goiaba. Tinha um galho que foi cortado e ficou com uma ponta. Como a goiabeira era muito escorregadia, ele subiu, mas deslizou, caiu de barriga encima daquele galho e morreu na hora.

38. O Senhor fez isto e caiu muito temor em todos nós. O pai dos moços disse para a esposa: "Eu não quero mais esta gente aqui, você mudou de religião e veja o que aconteceu. Nós perdemos os dois filhos. Como eu também não sou crente, é capaz que eu vou morrer também. Fale para teu primo que nós não queremos mais esta religião aqui." Os irmãos saíram daquele lugar.

39. O avô do irmão Luciano Carbone, tinha uma perna de pau e trabalhava com tintas, morava no bairro São José dos Tenentes. Ele disse: "Vocês não querem a Obra de Deus na vossa casa, eu levo para a minha casa." Mas sua família não aceitou.

40. Os irmãos foram para a casa do pai do irmão Luciano, na Rua da Cachoeira. Lá também houve perseguição, pois também não queriam a Obra de Deus naquele lugar.

41. O irmão José Oliva, que era cobrador de bonde, falou para os irmãos: "Se vocês não querem a Obra de Deus na vossa casa, eu levo para minha casa." Sua casa tinha dois quartos pequenos. Quando havia culto, ele colocava todos os móveis para fora e deixava a irmandade dentro da sala.

42. Nesse tempo aconteceu um caso na estação de bonde. O diretor era um italiano e tinha tido tuberculose. Ele foi para a Itália para se curar e depois de muito tempo voltou para o Brasil. Quando ele já estava trabalhando, começou a soltar golfadas de sangue e a doença voltou.

43. Um dia de manhã o irmão José Oliva entrou no trabalho às 4:00 horas, porém seu horário normal era 5:00 horas. Ele encontrou o chefe chorando e encima da escrivaninha estava um revólver.

44. O irmão José Oliva perguntou para o chefe: "O que acontece, chefe?" O chefe disse: "Eu tinha tuberculose, fui á Europa, fiquei três meses, me tratei, me curei, mas a doença voltou e eu não quero mais sofrer com esta doença. Eu comprei este revólver para assassinar primeiro minha esposa, porque ela é bonita e não quero deixá-la para ninguém e depois me suicido." Ele chorava porque tinha dó de matar a esposa.

45. O irmão José Oliva disse: "O senhor não sabe que existe Jesus Cristo? Se você crer em Jesus Cristo, Ele cura a tua enfermidade, te dá saúde e você vai ganhar a vida eterna com Jesus Cristo."

46. Ele escutou bem a conversa e perguntou: "Onde é?" O irmão respondeu: "Na minha casa, próxima à estação."

47. De noite ele foi ouvir a Palavra. O Senhor abriu o seu coração e ele falou para a esposa: "Achei o caminho apostólico onde o Senhor vai me dar a vida eterna e vai me curar." Ele foi batizado e o Senhor o curou completamente.

48. Sua esposa lhe disse: "Leva eu também." Quando ela foi, ela também creu no Senhor.

49. Pela graça de Deus a Obra de Deus começou a pegar um impulso. Este irmão ganhava bem na Light, pois era superintendente do tráfego. Ele alugou uma casa com 4 cômodos. Dois cômodos foi para ele morar. Ele pediu licença para o proprietário, tiraram a parede dos outros dois cômodos e fizeram um salão.

50. O Senhor começou a chamar almas. Nesse tempo veio o irmão Luiz Teranhol nos ensinar a cantar os hinos, porque nós não tínhamos franqueza para cantar. Depois ele foi embora.

51. Nesse tempo o irmão Francescon estava conosco. Foi um milagre, esse irmão tinha que vir para o Brasil num tempo de guerra. Ele veio de graça e voltou de graça, tudo preparado por Deus.

52. Nós recebemos os ensinamentos para cantar os nossos hinos. Nesse tempo alguns evangélicos se infiltraram no nosso meio para nos ensinar a cantar os hinos. Depois de nos ensinar a cantar os hinos, começaram a ler a Palavra e desvirtuaram os testemunhos que nós tínhamos.

53. Por este motivo, Deus mandou o irmão Luiz Teranhol para nos ensinar a cantar, para não dar liberdade destes virem para nosso meio.

54. Um irmão disse: "Se quiser ir para minha casa, eu tenho um porão muito alto e grande, cabe bem a irmandade e ainda sobra lugar. É na Lapa de Baixo."

55. Então fomos para lá e foi realizado o primeiro culto. A família Mazei morava de frente, vieram ouvir a Palavra. Os irmãos deram o testemunho para o Francisco Mazei, o filho mais velho. Após o culto ele disse: "Eu tenho o meu pai no Juquiri, está louco, furioso. Os médicos o desenganaram e disseram que ele não tem mais cura. Vocês oram a Deus. Se Deus fizer a obra no meu pai e libertá-lo da loucura, eu e minha família batizamos nessa igreja."
[Hospital do Juquiri era um hospital para tratamento de loucura.]

56. O Senhor nos deu a graça de orar por ele e pelo seu pai. No outro dia às 11:00 horas, lá no Hospital do Juquiri, o pai do nosso irmão estava completamente liberto da loucura. A família creu e os vizinhos também.

57. Este homem que foi liberto tinha uma casa e uma horta boa em volta da casa. Ele fez um salão de 16 metros por 5 ou 6 metros de largura. Os irmãos fizeram bancos improvisados. Ali se fez uma igreja que durou bem uns 10 anos naquele lugar e encheu também.

58. No bairro do Bom Retiro um irmão ofereceu a varanda da casa dele, que estava desocupada, para culto. Pela graça de Deus foi bem.

59. Depois a Obra de Deus começou na Vila Prudente. Quando evangelizou aquele bairro, ali tinha muitos anarquistas. Numa noite pararam o bonde onde estavam nossos irmãos. Tiraram nossos irmãos com força e violência, e os surraram para matar.

60. Tem uma irmã que ainda está viva e é cunhada do irmão Miguel Spina. Ela era uma mocinha com 15 anos. Deram um pontapé na barriga dela e a jogaram longe.
[Observar que este testemunho foi contado em 1982.]

61. Naquela perseguição bateram nos anciões e os feriram, o irmão Jeremias de Seta e o irmão Felipe Pavani, primeiro ancião.

62. Os irmãos ficaram impedidos de ir lá, não puderam mais ir à Vila Prudente. A policia, depois que tomou conhecimento do caso, prendeu todos aqueles que fizeram estas desordens. Os mandatários ameaçaram os irmãos: "Se vocês não tirarem nós daqui, pois por causa de vocês nós estamos na gaiola, quando nós sairmos daqui, nós matamos vocês."

63. Um daqueles homens era gerente de uma fábrica de chapéu. Outro era o padre do lugar, chamado Ponfiro. E havia outros homens. Nós não pudemos ir mais à Vila Prudente nesse tempo.

64. A guerra estava no fim, era 1914. Fecharam-se diversas fábricas no país.

65. Tinha uma fiação chamada Fiação Bom Retiro e nesta fiação trabalhava muitos irmãos. Como a fiação estava fechada, o senhor Pereira Inácio, de Votorantim, levou a fiação para lá. Ele disse: "Todo pessoal que trabalhava aqui, se quiserem ir para Votorantim, eu dou trabalho para todos vocês."
[Em 1914, Votorantim era distrito da cidade de Sorocaba. A cidade de Votorantim foi emancipada em 1963.]

66. Naquele tempo não se encontrava serviço nenhum. Os engenheiros estavam ganhando um tostão por dia para lavar garrafa de cerveja. Estava uma crise muito grande e o Senhor fez a sua Obra.

67. Quando foram para Sorocaba e começaram a trabalhar, Pereira Inácio colocou um mestre da fiação dele como diretor geral, que se chamava José Tomaz da Costa. Os irmãos deram o testemunho da graça e ele creu no Senhor. Ele foi batizado e o Senhor o selou com a Promessa do Espírito Santo.
[O irmão José Tomaz da Costa foi o primeiro ancião de Votorantim.]

68. O Senhor se usou dele e ele deu testemunho para um amigo dele, o irmão Fernando Afonso.
[O irmão Fernando Afonso foi o primeiro ancião de Sorocaba.]

69. Pela graça de Deus, a Obra de Deus começou a ir para o interior do estado. Ela foi para a cidade de Torrinha. Na Revolução do Isidoro os revoltosos pararam na cidade de Torrinha.
[A Revolta Paulista de 1924, também chamada de "Revolução Esquecida", "Revolução do Isidoro", "Revolução de 1924" e de "Segundo 5 de julho", foi a segunda revolta tenentista. Foi o maior conflito bélico já ocorrido na Cidade de São Paulo. Revolta comandada pelo general reformado Isidoro Dias Lopes.]

70. O irmão Antônio Porto pegou aquele trem junto com os soldados. O Senhor se usou dele e ele testemunhou toda a região noroeste.
[O termo noroeste era para identificar uma região do estado de São Paulo.]

71. O Senhor chamou um homem chamado João Claro. O pai dele era doente e havia crido no Senhor, nosso irmão Domingos Claro. Quando ele estava enfermo, seu filho veio visitá-lo. Ele viu com que carinho a irmandade cuidava de seu pai e creu no Senhor. Ele era moço solteiro com 23 anos e o Senhor o abençoou.

72. Ele foi ancião em São João da Boa Vista. Ele se casou com a irmã Gioconda, ficando em São João da Boa Vista. Mais tarde, com seus filhos todos grandes, não tinha trabalho para eles em São João da Boa Vista. Os seus filhos viviam com galo índio. Eles ganhavam a briga com os galos dos outros. Esse era o ofício que eles tinham.

73. Ele mudou-se para São Paulo e colocou seus filhos e suas filhas todos bem. Em São João da Boa Vista a Obra de Deus ficou devagar um tempo. Eu fui lá e em 1940 o Senhor reviveu aquela Obra.

74. A Obra de Deus começou a se estender para o estado do Rio de Janeiro.

75. Em 1942 o Senhor me mandou para o estado da Bahia. Fui à cidade de Itabuna, sul da Bahia, fazer um batismo. Depois fui para o sertão, para um lugar chamado Morro Branco, sertão fechado.

76. Quando eu era menino, eu viajava a cavalo. Depois não viajei mais. Na Bahia eu precisei viajar a cavalo, atravessar rio. Fui fazer o trabalho do Senhor.

77. A primeira vez durou 2 meses e meio. A segunda vez durou 33 dias.

78. Na primeira vez eu parei numa pensão na cidade de Montes Claros, porque o trem era três vezes por semana. Na pensão o Senhor nos deu de anunciar a Jesus Cristo. O Senhor chamou a dona da pensão e uma filha dela. Elas não obedeceram logo, demorou meses para obedecer. Hoje tem uma grande congregação em Montes Claros.

79. O Senhor preparou sucessivas viagens para o nordeste do Brasil. Fui fazer um batismo num lugar do estado de Alagoas chamado Boipenaspinhas. Fiz o primeiro batismo em Alagoas e obedeceram três almas. Depois fui para o Recife, estado de Pernambuco, e depois para o Sergipe.

80. Em São Paulo a obra prosperou. O Senhor abençoou a sua Obra.

81. Bem aventurado aqueles que têm parte nesta Obra de Nosso Senhor Jesus Cristo, porque não tem nenhuma Obra igual a esta. A Obra prosperou tanto e ainda está esperando o Salvador Jesus Cristo buscar para levar na sua Gloria.

82. Sou agradecido a Deus, pois em todo esse tempo o Senhor me deu também o ministério de ancião. O primeiro batismo que eu fiz, foi numa missão para Poços de Caldas, em 01/01/1941. Deus chamou 8 almas.

83. Depois fiz batismo em São João da Boa Vista e num lugar chamado Sapecado. Pela graça de Deus a Obra de Deus se estendeu, cresceu e multiplicou-se muitas vezes.

84. A Obra de Deus no Paraná ficou estacionada. O primeiro batismo feito no Brasil, foi no Paraná, em Santo Antonio da Platina.

85. Tinha um irmão português chamado Alfredo de Souza que era tuberculoso. Ele recebeu testemunho, creu no Senhor e o Senhor o curou, o deixou novo.

86. Então ouvir falar que em Santo Antonio da Platina não tinha quem atendesse a Obra. Ele se sentiu de ir para lá. Mandou orar e o Senhor o enviou para Santo Antônio da Platina.

87. O irmão Alfredo de Souza testemunhou a maior parte do Paraná. O Senhor foi com ele. Depois o Senhor preparou mais dois anciões. Pela graça de Deus, o Paraná ficou todo testemunhado desta graça.

88. O irmão Francescon deu testemunho também na Argentina, mas a Obra de Deus na Argentina foi sempre combatida. Ela é mais velha um mês que no Brasil, mas ela é fraquinha, porque os espanhóis são duros de cabeça para entender a vontade de Deus.

89. Pela graça de Deus o Senhor tem almas tementes a Deus. Esteve no Paraguai e Uruguai. Na Argentina a Obra esteve dividida muito tempo. Depois que Deus tirou aquele que colocou a divisão e o mandou para o cemitério, a Obra ficou livre de patrão. E a Obra vai indo bem.

90. O Senhor começou chamar povo nas nações vizinhas em toda América Latina.

91. Em todo esse tempo a Obra cresceu muito e está crescendo.

92. Na Itália a Obra enfraqueceu por causa da guerra pessoal pelo dinheiro.

93. A Obra está bem em Portugal, por que começou desde o princípio com o mesmo ritmo do Brasil.

94. Na África vai indo bem. Na Espanha vai indo bem agora. Na França e na Bélgica vai indo regularmente bem. E nós vamos muito bem aqui no Brasil, graças a Deus.

95. Dou graças a Deus por ter visto esta Obra menina. Agora desbotou meus cabelos, não sei porque. Estou agradecido a Deus que ainda estou com o povo de Deus.

96. Muitos não vêem a hora que eu vou para o cemitério, mas eu não devo nada a eles e eu vou fazendo o enterro de todo mundo. Eu vou ficando aqui, glória a Deus.

97. Agradeço a Deus que foi comigo e com os meus pais. O Senhor levou meus pais. A minha primeira esposa o Senhor levou e me deu a segunda, pela graça de Deus. Não me falta nada mais, falta receber a coroa da vida eterna. Mas é cedo ainda, não é? Ainda tem tempo para receber.

98. Eu agradeço a Deus pela paciência e pela saúde que me deu. Tenho trabalhado muito e tenho procurado servir a Deus da melhor maneira possível. Sou agradecido a Deus por tudo, Deus seja louvado. Amém.

99. Dia 25 de março completo 81 anos e não vou pedir presente. Não tenho medo de ficar mais velho, contanto que Deus me dê saúde não faz mal. Glorifico a Deus, me alegro com Deus, pela graça de Deus tudo vai bem. Deus em mim e eu nele em Jesus Cristo. O dia que o Senhor aparecer, Deus seja louvado.

100. Um dia testemunhei na congregação do Bom Retiro sobre uma viagem e contei as maravilhas. Uma irmã me disse: "Irmão Rizzieri, vai visitar o meu esposo. Ele está paralítico há 6 anos, sentado, amarrado numa poltrona. Vai visitá-lo e conta estas maravilhas para consolo dele."

101. Ela me deu o endereço e eu disse: "Quando o Senhor me mandar, eu vou."

102. Um dia houve um feriado e eu trabalhei até o meio dia. Quando ia para casa, o Senhor me disse: "Hoje você vai visitar o irmão Paixão." Ele se chamava-se Aurélio Paixão.

103. Eu fui visitá-lo na parte da tarde. Contei para as viagens que fiz e as maravilhas que Deus fez. Depois li um Salmo e o Senhor me deu de explicar aquele Salmo para ele. Depois de ler aquele Salmo e explicado para ele, eu li outro Salmo. O outro Salmo eu não expliquei para ele.

104. Eu disse: "Irmão Paixão, eu já vou indo, porque se aproxima a hora do culto. Estou muito contente por ver o irmão." Ele me disse: "Eu estou contente de ver o irmão na minha casa."

105. Eu orei ao Senhor por ele e o entreguei na mão de Deus, para que Deus tivesse compaixão dele. Dei o ósculo e a mão para ele, e fui para a porta da rua. Eu peguei na maçaneta, abri a porta e olhei para trás. Ele olhou para mim e sorriu. Eu olhei para ele e sorri. Encostei a porta, cheguei perto dele e disse: "Irmão Paixão, vou repetir o que fizeram os apóstolos: eu não tenho ouro nem prata para te dar, mas o que eu tenho eu te dou, em Nome de Jesus Cristo Nazareno levanta e anda."

106. Dei a mão para ele e o irmão andou. O Senhor o libertou da paralisia, pela graça de Deus. Ainda foi cooperador por muitos anos na Obra de Deus.

(Acervo particular)⁠⁠⁠⁠

sábado, 28 de maio de 2016

Pq eu sou CCB?

MORRE JOÃO SANTIM, CONHECIDO ANCIÃO DA CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL


Amigos, familiares e membros da igreja se reúnem para o velório na tarde desta sexta, 27. Enterro será no sábado.

Foto panorâmica da Congregação da Vila Guilhermina

Faleceu hoje na cidade de São Paulo, o conhecido ancião João Santim, que estava à frente do Conselho de Anciães da Congregação Cristã no Brasil, que atendia à comum congregação da Vila Guilhermina, bairro do distrito de Vila Matilde, também na capital. 

Santim foi ordenado ancião no dia 16 de abril do ano de 1967, pelo então também presidente do Conselho à época, o senhor Miguel Spina, umas das personalidades mais importantes e influentes à frente da igreja. Miguel foi responsável por inúmeras visitas às igrejas evangélicas ao redor do mundo, pela padronização da arquitetura dos templos e parte do ritual litúrgico e, principalmente, pela unificação da Congregação Cristã nos Estados Unidos da América.

A chegada do corpo do senhor João Santim, segundo informações divulgadas nas redes sociais, está prevista para o horário compreendido entre 12h e 14h, no estacionamento da Congregação Cristã no Brasil, no bairro do Brás, Rua Visconde de Parnaíba, 1616, próximo à estação Bresser-Mooca (metrô). Familiares, amigos e membros da igreja se reunirão amanhã às 8h no hall de entrada do prédio administrativo, anexo ao Templo do Brás, para o serviço de funeral, realizado pelos dirigentes da instituição. Na ocasião, serão entoados cânticos de louvores e súplicas, orações e leitura de um trecho da Bíblia Sagrada. O corpo será conduzido para o sepultamento às 9h da manhã. 

A função do ancião dentro da denominação religiosa Congregação Cristã no Brasil é análoga à exercida pelos pastores de outras instituições evangélicas, como as Assembleias de Deus. Nesse sentido, os anciães são responsáveis pela condução e solenidade dos cultos celebrados pelos fiéis, além da realização dos sacramentos de batismo e santa ceia. Anualmente, os anciães de todas as partes do mundo se reúnem na Reunião Geral de Ensinamentos, no bairro do Brás, onde fica a sede mundial da igreja, para tratarem de assuntos referentes à unidade de fé e doutrina da congregação. 

O último ancião à frente do Conselho de Anciães da Congregação havia sido o senhor Jorge Couri, que faleceu no ano de 2014.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

CONGREGAÇÃO CRISTÃ INAUGURA NOVO TEMPLO NO CHILE


A igreja fica na cidade de Lautaro, uma pequena cidade com aproximadamente 30 mil habitantes no interior do país.

>>> Vista de fora do Templo da CCL de Lautaro.

A irmandade da pequena cidade de Lautaro, região central, da República do Chile esteve em festa na manhã do sábado, dia 21 de maio de 2016. De acordo com informações de fiéis nas redes sociais, a pequena igreja esteve lotada de irmãos de diversas regiões chilenas, de fora do país e também por visitantes ainda não convertidos. O frio subtropical do país não foi um empecilho para aquecer os corações com a palavra de Deus em uma cerimônia que emocionou os membros moradores da cidade da província de Cautín. 

O templo da Congregação de Lautaro é grandioso para os padrões locais quando visto pelo lado de fora. Duas cúpulas retilíneas apontam para o céu, para as nuvens, lugar onde os fiéis creem que verão Jesus Cristo quando ressurgir na Terra. Por dentro, o ambiente da pequena igreja é mais austero, porém muito aconchegante. Assemelha-se em muito a um suntuoso chalé para o inverno.

A Congregación Cristiana en Chile (CCL) é uma instituição de caráter religioso com ideais e práticas litúrgicas análogas a sua correspondente brasileira, a Congregação Cristã no Brasil. Existe no país andino desde o ano mil novecentos e setenta e cinco (1975) e diferentemente do Brasil, ainda há poucos templos e fiéis convertidos. De modo que uma parte considerável dos frequentadores seja de brasileiros que residem ou que visitam as frias terras chilenas. 

Para a Congregação, o templo de Lautaro é uma grande conquista, já que a cidade fica em pleno interior do país e conta apenas com uma população de cerca de 32 mil habitantes. A inauguração do último sábado comoveu de tal forma os fiéis, que estes se manifestaram nas redes sociais. "Eu graças a Deus pude estar na inauguração. Tudo muito bonito" expressou um membro. Já uma das irmãs da CCL enfatizou sobre o templo de Lautaro que "está preciosa (a igreja), mas na verdade todas as nossas congregações são belas." Ao final do culto, os fiéis presentes confraternizaram a abertura de mais um templo no país com oferecimento de um lanche, o que serviu para promover uma maior integração entre a irmandade.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Morre em Petrolina o ancião Antônio Manoel Teotônio da Congregação Cristã no Brasil





Registramos com muito pesar o falecimento do Ancião Antônio Manoel Teotônio, ocorrido nesta quinta-feira(31)

Seu Antônio é o fundador da igreja Congregação Cristã do Brasil em Petrolina, Juazeiro e regiões circunvizinhas. O ancião tinha 90 anos foi um marco para a irmandade e contribuiu com a fidelidade religiosa na sociedade petrolinense.

O ancião era Cidadão Petrolinense, outorgado pela Câmara de Vereadores de Petrolina, casado com Dona Maria José de Santana, tinha 8 filhos. Estava internado já à alguns dias e faleceu com deficiência respiratória . O corpo esta sendo velado no Centro de Convenções, no Pavilhão de Feiras. Nesta sexta-feira(01), a partir das 08:00 haverá um culto de funeral e em seguida acontecerá o sepultamento no cemitério do Campo da Paz.

quarta-feira, 23 de março de 2016

COOPERADOR DA CONGREGAÇÃO CRISTÃ EM UGANDA VISITA IGREJA EM SANTO AMARO


A igreja possui e mantém 28 casas e salas de orações no país africano.

Crianças em Uganda. (Reprodução)

BLASTINGNEWS - O Cooperador do Ofício Ministerial de Kashenshero Town, no Distrito de Mitooma, em Uganda, no continente africano, Sr. Tumwesigye Charles, mais conhecido por seu último nome, está em visita a São Paulo em virtude das Assembleias Gerais Anuais da Congregação Cristã no Brasil, que acontecem no bairro do Brás, em São Paulo. As reuniões destinadas aos anciãos e diáconos das igrejas da África foram realizadas no último sábado, dia 19 de março. Estas reuniões congregam representantes da igreja em todo o Brasil e em todo o mundo.

Fiéis que estiveram presentes em um culto realizado no Parque Maria Helena, em Santo Amaro, relataram nas redes sociais que Charles teve a história de sua conversão contada para os presentes.. A igreja possui 28 locais de realização de cultos em todo o país africano [Uganda] e há esperança da ordenação de um ancião dentro em breve. Ordenar um ancião é um processo demorado e pode levar anos, até que seja aprovado pelo quórum ministerial em São Paulo. O ministério da Congregação Cristã no Brasil não emitiu, até o momento, nenhuma listagem de ordenações de nenhum novo obreiro. 

A expectativa para o anúncio das ordenações é grande para a maioria dos fiéis. Em conformidade com o Estatuto da Congregação, apenas podem ser ordenados novos obreiros se estes forem confirmados em Reunião Geral de Ensinamentos, que acontece apenas uma vez ao ano, na capital paulista.

Se confirmado um ancião para Uganda, por exemplo, Charles será o primeiro Ancião da igreja em Uganda, o que facilitaria a realização de serviços feitos pela igreja, como Batismos e Santas Ceias, por exemplo, que só podem ser ministrados por um membro ordenado para esta finalidade. Até o momento, anciãos brasileiros são os responsáveis pelo atendimento de tais solenidades em Uganda. Charles teria conhecido as doutrinas professadas pela Congregação através do trabalho missionário realizado por estes brasileiros na África.

De acordo com as últimas informações recebidas de voluntários que trabalham em prol da realização das Reuniões Gerais de Ensinamentos, até o início da tarde de hoje, 337 membros do ministério da Congregação haviam passado pelas recepções montadas pela igreja nos terminais rodoviários e aeroportos de São Paulo.

terça-feira, 22 de março de 2016

TEMPLOS DA CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL MANTÊM FACHADA COM GRAFIA ANTERIOR A 1931


Além do termo "Christã", outras palavras como Pharmácia e Theatro na entrada de prédios antigos revelam a história da língua portuguesa no Brasil.

Templo da Congregação na Penha
Blastingnews - Um passeio por templos da tradicional instituição religiosa denominada Congregação Cristã no Brasil revela a preservação de um patrimônio imaterial do nosso idioma: a grafia segundo as normas ortográficas vigentes até a década de 30. No caso, o nome da igreja é grafado com o adjetivo "Christã" em vez de "Cristã", como normaliza o acordo ortográfico vigente. Um desses templos, localizado na Penha - Zona Leste da Capital Paulista, é tombado pelo patrimônio histórico da cidade de São Paulo, motivo pelo qual a ortografia na fachada não pode ser alterada.

Dados sobre as reformas ortográficas permitem-nos inferir que a construção do templo na Penha é anterior à década de 40, pois as regras aprovadas em 1931 foram homologadas só em 1938 e colocadas em vigor no ano de 1941. Foi nesse contexto de mudança gramatical que palavras como "commercio", "telegramma", "machina" e "pharmácia" tiveram a grafia alterada para formas tais como conhecemos atualmente. 

Outro tradicional templo da Congregação Cristã no Brasil que mantém a grafia original está localizado no bairro do Bom Retiro, também em São Paulo. Mesmo com uma reforma predial realizada recentemente, os membros optaram por manter a fachada original, tendo como objetivo a preservação do seu patrimônio. Outro edifício histórico a manter a grafia original na fachada é o Teatro Municipal de São Paulo, cujo topo traz a grafia "Theatro". 

Nome da igreja sofreu alteração na década de 60

Na década de 60, a igreja era chamada de Congregação Cristã Do Brasil, e por decisão ministerial optou por trocar a preposição, passando a chamar-se Congregação Cristã NO Brasil.
Novo acordo ortográfico altera o nome de outra tradicional igreja brasileira

Atualmente, o acordo ortográfico vigente é o de 2009, que prevê mudanças em palavras como plateia, ideia e feiura, que passaram a ser grafadas sem o acento agudo. A nova norma prescreve que em palavras paroxítonas com os ditongos abertos éi e ói não deve incidir acento agudo. Dessa forma, o nome da tradicional igreja Assembleia de Deus passa também a ser grafado sem acento. Resta-nos saber se a igreja também manterá alguns de seus edifícios com a grafia antiga a fim de recontar uma parte da história da ortografia da língua portuguesa no Brasil.

domingo, 20 de março de 2016

TEMPLO HISTÓRICO DA CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL É REABERTO NO BOM RETIRO

O prédio foi a primeira casa de oração em alvenaria da Congregação Cristã no Brasil.

Detalhe do letreiro. (Foto: colaboração)

Quem passa pela Rua Anhaia, no Bom Retiro, região central da capital paulista, se depara, por entre prédios comerciais e residenciais, com um achado histórico. Trata-se do templo da Congregação Cristã no Brasil, o primeiro em alvenaria da denominação religiosa, tombado pelo Patrimônio Histórico.

Hoje tímido entre templos cada vez mais suntuosos, o prédio estava fechado para reforma há 34 meses e os fiéis tiveram seu ponto de realização de cultos transferidos para outras dependências da mesma igreja em outro bairro de São Paulo.

A reinauguração, chamada pelos adeptos como "reabertura", foi presidida pelo Sr. Gerbes Oliva, ancião da sede da denominação, no Brás. A solenidade contou com cânticos congregacionais acompanhados de uma orquestra, orações e a exortação de um trecho do Evangelho de João. Na ocasião, foi apresentado um novo membro a exercer a função de Cooperador do Ofício Ministerial, que equivale a um ajudante do ancião local. Um fiel que exerce um cargo da Gestão da igreja fez a leitura de um balanço com informações exatas sobre os gastos empreendidos na restauração.

A localidade é um ponto de culto tradicional da igreja. De acordo com uma frequentadora que se manifestou nas redes sociais, o templo do Bom Retiro foi e ainda é o mesmo de diversas pessoas importantes para a história da denominação. Todas as segundas, quintas, sábados e domingos são realizados cultos e reuniões no local.
"Christã" ou "Cristã"?

Nas redes sociais, a divulgação de fotos da fachada da igreja gerou confusão nos membros. Isso porque a grafia da palavra "Cristã" estava "Christã". A administração da maior fanpage referente à Congregação, embora independente e sem vínculos institucionais, CCB Mensagens, esclareceu que o templo se tratava do mais antigo da denominação, e, por ser patrimônio histórico, deveria manter a grafia original da época de registro do imóvel e das características mais próximas o possível da construção original.

Longe dos holofotes 

Considerando que estamos na era da informação e o crescente volume de dados compartilhados nos mais diversos meios de comunicação, a Congregação Cristã no Brasil parece, ou tenta parecer, imune a todos eles. A administração da igreja só se manifesta através de "circulares", que são cartas enviadas às igrejas de sua jurisdição para declarar a respeito de algum determinado assunto. Mesmo assim, sem nenhum meio de comunicação oficial ou propaganda, a não ser o boca-a-boca, possui mais de 2,2 milhões de fiéis em todo o Brasil, de acordo com as informações obtidas no Censo de 2010 realizado pelo IBGE. Sem jornais, revistas, páginas em redes sociais, portais para membros na internet, a igreja tem sobrevivido no mundo globalizado de forma instigante. No website oficial da igreja, que se resume a uma nota de esclarecimento, ela declara que quem tiver interesse em conhecê-la deve frequentar seus cultos e que não mantém nenhum meio de divulgação pública de seus princípios.

terça-feira, 8 de março de 2016

ensinamento >>> Apresentação de cooperador à irmandade

A apresentação de Cooperador do Ofício Ministerial à irmandade deve ser feita antes da Palavra, podendo-se suspender ou abreviar os testemunhos, quando o Ancião que está presidindo deve chamar o novo Cooperador para cima do púlpito e ali fazer sua apresentação á irmandade. Em seguida o Ancião fará uma oração pedindo a Deus a Sua bênção sobre ele (sem imposição de mãos). Após a oração o novo Cooperador agradecerá a Deus e pedirá a oração da irmandade.

Quanto ao cooperador de jovens e menores, será apresentado no culto oficial, antes da Palavra e, depois, na reunião de jovens e menores, quando, então, se fará a oração.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Congregação Cristã em Israel - Salmo

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CCB Minha Alma Engrandece - capella (Bruno Antunes)

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Projeto institui Dia da Congregação

PROJETO DE LEI Nº 95, DE 2016

Institui o Dia da Igreja Congregação Cristã no Brasil, a ser comemorado anualmente em 20 de abril.

A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO DECRETA:

Artigo 1º - Institui o Dia da Igreja Congregação Cristã no Brasil, a ser comemorado anualmente em 20 de abril.

Artigo 2º - A data instituída no artigo 1º desta Lei passa integrar o Calendário Oficial de Eventos do Estado de São Paulo.

Artigo 3º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. 

JUSTIFICATIVA

A Congregação Cristã no Brasil figura como a primeira igreja cristã a instalar-se em território nacional brasileiro sob a classificação sociológica pentecostal. De origem ítalo-americana, sua origem deriva-se das atividades evangelísticas de Louis Francescon.

Resultante de uma síntese entre elementos doutrinários de base protestante histórica (presbiteriana valdense) e o denominado Avivamento Pentecostal de Chicago (1907), a Congregação Cristã apresenta-se, inicialmente, como um segmento adenominacional e categoricamente averso ao institucionalismo eclesiástico. Seu estabelecimento em terras brasileiras ocorre no final do primeiro decênio do século. XX (1910), em dois distintos núcleos: Santo António da Platina (PR) e São Paulo, capital.

Em fins do século XIX, segundo relato de próprio punho, Louis Francescon, ancião da Primeira Igreja Presbiteriana de Chicago ("Prima Chiesa Presbiteriana Italiana di Chicago") adere ao batismo adulto por imersão (em oposição ao batismo por aspersão).

Submetendo-se ao referido batismo, Francescon e alguns aderentes deliberam pela ruptura para com a anterior filiação presbiteriana, dando-se, assim, origem a uma comunidade livre que mais tarde seria chamada "Assemblea Cristiana Italiana di Chicago". 

Posteriormente, em 1907, vem a inteirar-se acerca de um movimento em voga em Chicago: a Missão Pentecostal (sob a liderança de William Durham - 943 West North Avenue)]. Essa missão local consistia em uma extensão do avivamento iniciado em Los Angeles, Califórnia (Rua Azuza) , no qual relatava-se a experiência neotestamentária descrita como "Batismo no Espírito Santo" (cuja emblemática pautava-se pelo "falar em novas línguas" ). Nesse mesmo núcleo estiveram presentes o sueco Daniel Berg (Assembleia de Deus) e a canadense Aimeé McPherson (Igreja do Evangelho Quadrangular) . Em visita à Missão Pentecostal (após convite emitido) Francescon teria recebido, conforme suas palavras, uma confirmação de que o trabalho evangelístico ali desenvolvido dispunha do divino aval. Desse modo tanto Francescon como seus adeptos se fundem ao movimento presidido por Willian Durham, sendo a sua maioria agraciada com o Batismo no Espírito Santo.

Em 15 de setembro de 1907, no entanto, regressam à "Assemblea Cristiana". Essa data, descrita por Francescon como "inesquecível dia" e por Pietro Ottolini como "um dia de sacra memória", testemunha um avivamento local sem precedentes, determinando o marco inicial daquele que viria a ser catalogado como "Movimento Pentecostal Italiano" ] . Passados três cultos, Louis Francescon é reeleito ancião. 

Em viagem missionária ao Brasil e como resultante de suas prédicas, Francescon efetua a 20 de abril de 1910 na cidade paranaense de Santo Antônio da Platina o primeiro batismo. Na ocasião, foram batizados o italiano Felício Mascaro e mais dez aderentes. Depois, o pioneiro dirige-se a cidade de São Paulo, na qual confere o batismo a mais vinte pessoas, sendo estas de origem presbiteriana, metodista, batista e católica romana. Além de Francescon, diversos outros expoentes do pentecostalismo ítalo-americanos também atuaram como missionários no Brasil, tais como Luis Terragnoli, Augustinho Lencioni e Giuseppe Petrelli. 

Francescon realizaria ainda mais dez viagens ao Brasil, sendo a última em 1948. Também Francescon fundaria a Assembleia Cristã na Argentina e presidiria a convenção da Congregação Cristã Pentecostal na Itália.

Para fins de uniformidade e respaldo teológico-doutrinário, convocou-se em 1927, na cidade de Niagara Falls, NY (Estados Unidos da América), a Convenção da Igreja Cristã Italiana da América do Norte, na qual se definiram os "12 Articoli di Fede" (12 Artigos de Fé), posteriormente adotados pelas congêneres argentinas e italianas, e pela Congregação Cristã no Brasil, sob a designação de "Pontos de Doutrina e da Fé que uma vez foi dada aos santos".

Durante os seus primeiros anos no Brasil, seus membros ou adeptos apresentaram-se informalmente como "Assamblea Cristiana Reuniti nel Nome del Signore Gesú" (Assembleia Cristã Reunidos em Nome do Senhor Jesus) ou "Congregazione Cristiana". A partir de 1928 deliberou-se pela adoção da designação Congregação Cristã do Brasil, registrada em 30 de março de 1936. Já em 1962 efetuou-se a alteração atualmente em vigor, substituindo-se a contração "do" por "no" (Congregação Cristã no Brasil).

Majoritariamente italiana até a década de 1930, a Congregação Cristã veio a ampliar a sua membresia estendendo-a a outras etnias. Desde 1950 faz-se presente em todo território brasileiro e em todos os demais continentes. Em 2010, contabilizou 2,2 milhões de membros declarados (no Brasil), conforme o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística .

Com sede administrativa estabelecida em São Paulo, capital (Brás), a Congregação Cristã no Brasil realiza anualmente a sua Assembleia Ministerial Geral (ou Reuniões Gerais de Ensinamentos - RGE), cujas finalidades, entre outras, são: a avaliação de seu atual estado e desempenho; a elaboração de estratégias e medidas interventivas e o estreitamento dos laços de unidade e cooperação entre os integrantes do seu corpo ministerial em exercício. Tais reuniões não são abertas a membros, mas somente para membros do ministério convidados.

Por todo acima exposto conto com a aprovação do presente projeto de lei por parte dos nobres pares.

Sala das Sessões, em 24/2/2016.

a) Gil Lancaster - DEM