quarta-feira, 3 de julho de 2019

Moda evangélica se renova, segue tendências e mostra personalidade

Look da marca cristã Ruah: camiseta com a palavra "fé" e saia com amarração, seguindo tendência de modaImagem: Divulgação

Jessica Arruda

Colaboração para Universa, com edição do Conexão Cristã

02/07/2019 | Roupas comportadas não são sinônimo de vestimentas sem graça ou que não sigam tendências. Considerada "careta" no passado, a moda voltada para as evangélicas passou por uma renovação no que se refere a cores, modelagens e tecidos. O mercado segmentado ganhou novas marcas, que perceberam a necessidade de apostar em peças mais sofisticadas e que atendam ao lifestyle de 23,5 milhões de brasileiras evangélicas -- segundo dados do último Censo --, que preferem não revelar seus corpos de maneira sexy ou apelativa.

Com as informações de moda cada vez mais acessíveis, as evangélicas incorporam influências fashionistas a seus looks. Referências não faltam para quem deseja mais variedade no guarda-roupa -- não importa se a dona dele tem estilo clássico, romântico ou esportivo. O sucesso de it girls como Paola Santana e Thais Rodrigues é um reflexo disso: juntas, elas acumulam mais de 700 mil seguidores no Instagram.

Essas influenciadoras são exemplos da mulher cristã moderna, que ocupa seu lugar no mercado de trabalho, cuida da família e da casa e busca crescimento pessoal e desenvolvimento profissional. E não quer ser estereotipada: quer mostrar sua personalidade por meio do visual. "Sempre vale apostar em roupas de qualidade, que favoreçam o biótipo de cada uma, e que tenham coerência com o estilo pessoal, além de atender às necessidades do dia a dia e comunicar a mensagem visual adequada", diz a consultora de imagem Drielly Rufca, de Ourinhos (SP).

É possível ter estilo próprio, adaptar os looks ao que é tendência e não fugir dos preceitos religiosos. Em linhas gerais, a maioria das congregações prega a modéstia em se vestir. Saias até os joelhos estão entre os modelos campeões -- comprimentos curtos, recortes estratégicos ou transparências exageradas ficam de fora. "Isso significa discrição com relação às formas do corpo e escolher peças que comuniquem o estilo de cada uma, uma vez que não buscamos um único padrão, que coloque as mulheres numa mesma 'forma' como se todas passassem a mesma mensagem sobre si ao mundo", acredita Drielly, que frequenta a Igreja Adventista.

Poder de escolha

Há alguns anos as evangélicas não tinham tantas opções de vestuário à disposição: foi justamente esta carência que levou Aurea Flores, hoje com 60 anos, a criar roupas segundo as exigências destas mulheres e os critérios da religião, em 1990. Membro da Congregação Cristã, ela sentiu na pele a dificuldade na época em encontrar produtos específicos e, por isso, decidiu iniciar a confecção de peças para o uso próprio: assim nasceu a Joyaly.

"Com o pedido cada vez mais frequente das irmãs percebeu o potencial do negócio e começou a produção em maior escala. Quase 30 anos depois, a missão da Joyaly não é mais atender a essa necessidade, mas sim satisfazer os desejos de uma consumidora que hoje tem muito mais informação e poder de escolha", conta Alison Flores, administrador da marca, em São Paulo.

A Joyaly conta com um departamento de estilo que pesquisa novas tendências com pelo menos um ano de antecedência para agregar valor e referências de moda às peças segmentadas ao mercado evangélico. Os vestidos lisos ou com estampas pouco chamativas estão entre os itens mais procurados das coleções -- que são exportadas para países como Paraguai, Argentina, Portugal e Estados Unidos.

Estilo e fé para todas

Mesmo que a moda evangélica tenha surgido da carência de roupas para mulheres que adotam um estilo conservador, de acordo com os ensinamentos da igreja, o que se vê agora é uma nova concepção de estilo que transcende a religião -- e que tem sido opção independentemente da crença.

Com isso em mente, a empresária Kelli Gasques, de Campinas (SP), criou a Ruah, marca de moda cristã e que atende mulheres que gostam de roupas que misturam elementos de fé, discrição e tendências de moda. "Minha proposta é levar um pouco mais de Deus às pessoas, fazer com que elas sintam e saibam que Ele está presente", afirma. Por isso, as peças vêm acompanhadas de histórias, orações e desenhos de imagens sacras.

Uma das estampas mais conhecidas da marca traz a palavra "fé" em forma de cruz estilizada e virou febre nas ruas. As camisetas com o desenho expressam esperança, devoção e amor, segundo a estilista. "Foi o carro-chefe de uma coleção chamada 'Amor Maior'. Depois do 'boom' trouxe mais visibilidade e conhecimento da marca, que está há dois anos no mercado", conta Kelli, que é católica.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Jovem é preso por furto de microfones da Congregação de Lagoa Formosa (MG)

Os policiais receberam uma denúncia anônima e foram até o local, onde depararam com o suspeito tentando fugir.

Vanderlei Gontijo, em Patos Notícias, com edição do Conexão Cristã


22/06/2019 | Um indivíduo de 19 anos é suspeito de arrombar as janelas e portas de uma igreja na madrugada deste sábado (22/06), na cidade de Lagoa Formosa (MG) para cometer furtos. O crime ocorreu por volta das 02h20 da madrugada, quando a PM recebeu uma ligação via 190 relatando que estava ocorrendo uma “quebradeira” no templo da Congregação Cristã no Brasil, situada na Rua João Pires, no centro da cidade. Rapidamente os militares foram até o local e encontraram o suspeito tentando evadir do local. Ele foi interceptado e preso.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, assim que chegaram ao local do fato, os militares avistaram o suspeito Euler Fernandes de Oliveira pulando a grade que dá acesso à rua, sendo que neste momento ele acabou caindo dentro de um tambor com água. Ele se levantou e saiu correndo, mas o suspeito foi perseguido e detido. Durante busca pessoal, os policiais encontraram por dentro da calça que ele usava três microfones. Os materiais foram apreendidos.

Os militares voltaram à igreja e foi constatado que o ladrão havia danificado vidros de portas e das janelas do imóvel. Já dentro do templo o suspeito quebrou vários objetos e deixou tudo revirado. Euler Fernandes de Oliveira tem praticado inúmeros atos criminosos em Lagoa Formosa. No dia 23 de maio ele foi preso acusado de participar de vários furtos em escolas públicas da cidade. Na oportunidade ele foi levado para a delegacia e entregue ao delegado, mas acabou sendo liberado. Já desta vez Euler foi autuado e encaminhado para o presídio.

domingo, 16 de junho de 2019

Congregação Cristã no Timor Leste





Congregação Cristã em Dongorgal, na Índia

Casa de Oração de Dongorgal, região do Gondpipari, da Congregação Cristã na Índia, inaugurada no dia 09 de abril de 2019.

As it girls evangélicas que fazem sucesso nos negócios

Thaís Rodrigues e sua irmã gêmea, Tamiris, abriram dois endereços de lojas para vender peças para ir à Igreja

Por Ana Carolina Soares, com edição do ConCristan

As gêmeas Thaís e Tamiris: as “migas loucas” de Deus (Instagram / Reprodução/Veja SP)

14/06/2019 | Conhece Thaís Rodrigues? A estilista, de 31 anos, vende aproximadamente 2 300 peças de roupa por semana, que custam de 59 a 469 reais, da grife que leva o seu nome. Ela tem status de estrela nos encontros que promove a cada dois meses pelo país e atraem cerca de 1 500 fãs/clientes. Todas se tratam por “migas loucas”. Thaís se especializou em modelitos para a mulher evangélica e obedece às regras da igreja que frequenta, a Congregação Cristã no Brasil: nada de ombros de fora, e o comprimento de shorts, saias e vestidos sobe, no máximo, até a altura dos joelhos. “Tinha dificuldade em achar no mercado roupas bonitas para mim. Em 2011, comecei a fazer minhas próprias peças, e o pessoal da igreja curtiu”, conta Thaís, filha de uma costureira e um caminhoneiro, que teve uma infância pobre em Itaquera. Sua irmã gêmea, Tamiris, ajuda nos posts na internet e na gerência das lojas — uma no Tatuapé e a outra na região de Alphaville. Neste sábado (15), Thaís deve inaugurar seu terceiro endereço físico, em Campinas. “Eu me inspiro em grifes como Valentino e Chanel para criar meus modelos.”

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 19 de junho de 2019, edição nº 2639.